#Barroso Marcha em Salto «contra a mina da Borralha e todos os outros projectos vizinhos»

18 tractores e mais de 60 carros e motas participaram ontem na marcha de protesto que partiu do Carvalhal do Esporão com destino a Salto, passando por Linharelhos, Borralha, Brecha de Santa Helena e Paredes.

«Aqui, ao longo dos séculos, protegeu-se a natureza, preservou-se a biodiversidade, os valores culturais, as práticas ancestrais de trabalho agrícola e de maneio pecuário. As tradições, saberes, usos e costumes que foram passados de geração em geração e se mantêm vivos até hoje, recebemo-los dos nossos pais e avós e queremos transmiti-los aos nossos filhos e netos. (…)

Apesar dos reconhecimentos internacionais, apesar das várias classificações dos seus produtos, da qualidade da nossa água, da beleza das nossas paisagens, da resiliência das nossas gentes, tudo isto parece não ter força suficiente para travar a pandemia mineira que quer contaminar e destruir a nossa região, com a cumplicidade da União Europeia, do governo central e das nossas autarquias locais. Se as minas avançarem na freguesia, nós, população, ficamos limitados das práticas económicas, sociais, culturais e ambientais. (…)

Qual será o nosso futuro? Como ficarão as nossas casas? Será que vão resistir às explosões diárias de 720 kilos na zona da mina? Como ficará a qualidade do ar? E a contaminação das águas? E o barulho diário das máquinas a trabalhar?

Por todas estas razões, organizamos esta marcha de protesto contra a Mina da Borralha e contra todos os outros projectos mineiros da região. As nossas terras estão em risco de serem destruídas. Vamos permitir que isso aconteça? Não, não vamos permitir! Minas aqui, nunca mais. Borralha sim, Minas não! Força Barroso!»

Acampamento em Defesa do Barroso | 14 a 18 de Agosto em Covas do Barroso
Contra o mega-projecto da Savannah Resources de mina de lítio a céu aberto de 593 hectares
www.barrososemminas.org

18 tractores e mais de 60 carros e motas participaram ontem na marcha de protesto que partiu do Carvalhal do Esporão com destino a Salto, passando por Linharelhos, Borralha, Brecha de Santa Helena e Paredes.

«Aqui, ao longo dos séculos, protegeu-se a natureza, preservou-se a biodiversidade, os valores culturais, as práticas ancestrais de trabalho agrícola e de maneio pecuário. As tradições, saberes, usos e costumes que foram passados de geração em geração e se mantêm vivos até hoje, recebemo-los dos nossos pais e avós e queremos transmiti-los aos nossos filhos e netos. (…)

Apesar dos reconhecimentos internacionais, apesar das várias classificações dos seus produtos, da qualidade da nossa água, da beleza das nossas paisagens, da resiliência das nossas gentes, tudo isto parece não ter força suficiente para travar a pandemia mineira que quer contaminar e destruir a nossa região, com a cumplicidade da União Europeia, do governo central e das nossas autarquias locais. Se as minas avançarem na freguesia, nós, população, ficamos limitados das práticas económicas, sociais, culturais e ambientais. (…)

Qual será o nosso futuro? Como ficarão as nossas casas? Será que vão resistir às explosões diárias de 720 kilos na zona da mina? Como ficará a qualidade do ar? E a contaminação das águas? E o barulho diário das máquinas a trabalhar?

Por todas estas razões, organizamos esta marcha de protesto contra a Mina da Borralha e contra todos os outros projectos mineiros da região. As nossas terras estão em risco de serem destruídas. Vamos permitir que isso aconteça? Não, não vamos permitir! Minas aqui, nunca mais. Borralha sim, Minas não! Força Barroso!»

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